Inglês acadêmico na produção científica: dicas para aprimorar sua publicação internacional

Atualmente, é inegável dizer que o inglês alcançou o posto de língua franca, assim como foi com o francês há algumas décadas. Até 1880, apenas 36% da produção científica mundial era em inglês. Em 1980, a porcentagem subiu para 84%. A partir dos anos 2000, as publicações em língua inglesa representam 96% dos artigos publicados [1].

Esta predominância se mostra de diversas formas, a exemplo de livros que, quando fazem sucesso em seu idioma original, rapidamente são traduzidos para o inglês; quando pensamos no âmbito acadêmico, podemos destacar os eventos internacionais, cujas comunicações e traduções priorizam a língua inglesa.

Em função desse contexto, pesquisadores brasileiros têm buscado investir na produção de artigos em inglês acadêmico como um meio para obter maior reconhecimento em suas respectivas áreas através da publicação em períodos de alto impacto.

Afinal, se o mundo consome mais pesquisas em inglês, é fato que o impacto científico será maior no caso de publicações nesse idioma. Assim, os estudos produzidos no Brasil terão um alcance mais amplo, expandindo os limites do próprio país, além de aumentarem as chances de os autores serem citados por outros pesquisadores [2].

Confira abaixo um panorama sobre o uso do inglês acadêmico no Brasil e, em seguida, algumas dicas valiosas para aprimorar a sua escrita no idioma!

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Por que o inglês se tornou estratégico para a internacionalização da pesquisa?

A internacionalização tornou-se um dos pilares do ensino superior e da pesquisa científica no Brasil, articulando mobilidade acadêmica e parcerias entre instituições, além de reforçar a importância de produzir e comunicar conhecimento em âmbito global.

Por isso, as universidades brasileiras têm investido cada vez mais no processo de fomentar o uso do inglês científico: cursos de inglês instrumental, disciplinas voltadas à escrita científica, exames de proficiência e programas de apoio à internacionalização fazem parte de uma estrutura que busca preparar pesquisadores para atuar em um cenário acadêmico globalizado.

Além disso, a internacionalização é um dos critérios considerados pela CAPES na avaliação dos programas de pós-graduação. Isso inclui aspectos como cooperação internacional, mobilidade de docentes e estudantes, participação em redes de pesquisa e, principalmente, a capacidade de difundir o conhecimento produzido no Brasil para uma audiência cada vez maior [3].

Como aplicar o inglês acadêmico em artigos científicos?

O bom uso do inglês acadêmico pode te colocar em uma posição de destaque. Afinal, não são raras as submissões de pesquisas em que todo o trabalho é traduzido automaticamente, sem passar por uma revisão especializada, esbarrando em desafios linguísticos complexos, como a polissemia e expressões idiomáticas, cujo sentido nem sempre pode ser interpretado literalmente [4].

Conquistar uma publicação internacional requer, no mínimo, três pontos de atenção: 

1) proposta de uma temática relevante; 

2) apresentação de resultados ricos; 

3) domínio de uma escrita acadêmica impecável. 

Portanto, se você caprichou no inglês, já está em vantagem.

O primeiro passo para impressionar os avaliadores é gabaritar todas as diretrizes de publicação. Para não correr nenhum risco de escorregar nessa etapa, leia alguns estudos publicados e siga o estilo. Além disso, indicamos que você acesse o site do periódico e:

  • Confira as instruções do template;
  • Leia as normas de formatação da revista;
  • Esteja atento às unidades de medida, às abreviações e a outras padronizações importantes.

 

5 palavras ou expressões que facilitam a escrita em inglês acadêmico

Os conectivos são uma estratégia textual que tornam sua narrativa mais fluida e fácil de ler. 

Confira, abaixo, nossa seleção de linking words para aplicar a seu inglês acadêmico.

Introdução de assuntos:

A introdução de um tópico ou de um objeto pode ser feita por meio de:

  1. “In the first place”;
  2. “Regarding”;
  3. “Concerning”.

Em conformidade com algo:

Para referir uma citação e/ou reforçar o ponto de vista de um autor ou de um material, você pode utilizar:

  1. “According to”;
  2. “In accordance with”.

Em decorrência de um processo:

Para explicar as consequências de um evento, utilize: 

  1. “As a result of”;
  2. “Due to”;
  3. “For this reason”;
  4. “In face of”;
  5. “In view of”.

Demonstração de propósito:

Para manifestar os objetivos, você tem as opções:

  1. “In order to”;
  2. “In an effort to”;
  3. “With a view to”.

Exemplificando algo:

Para criar exemplos, utilize as seguintes expressões:

  1. “For example”;
  2. “For instance”;
  3.  “Such as”.

Conclusão ou síntese:

No caso de frases conclusivas, utilize as seguintes opções:

  1. “All things considered”;
  2. “In summary”;
  3. “In conclusion”;
  4. “In summary”.

 

5 palavras ou expressões em inglês para evitar na escrita acadêmica

Sabe aquela expressão de avó “tudo posso, mas nem tudo me convém”? Para o inglês acadêmico vale o mesmo (as vovós nunca erram). Há uma série de palavras que estão corretas gramaticalmente, mas que não cabem para o contexto científico. Vamos conferir quais são?

Good:

É uma das palavras mais utilizadas no inglês cotidiano e pode ser um problema na escrita científica, já que é necessário usar termos que sigam a norma culta. Por isso, substitua por “acceptable”, “satisfactory” ou “adequate”. 

A lot of:

Expressão superinformal e que empobrece sua argumentação. Portanto, prefira as palavras “various” ou “many”. 

So*:

A palavra está correta e é perfeita para iniciar uma explicação. Porém, no contexto do inglês acadêmico, é preferível que você utilize “therefore”, “thus” ou “hence”.

* Quando usado como uma conjunção para introduzir orações de resultado ou decisão.

Important:

Assim como “good”, “important” é uma palavra muito utilizada no inglês cotidiano e pode acabar pesando o texto. Para variar a expressão, utilize “pivotal”, “highly relevant”, “valuable” ou “decisive”.

On the other hand:

Expressão utilizada demasiadamente, o que pode enfraquecer a argumentação científica. Em seu artigo acadêmico, utilize “however”, “conversely” ou “nevertheless”.

 

Inglês acadêmico por nossa conta!

Publicar internacionalmente demanda um texto bem estruturado capaz de traduzir a pesquisa, de forma clara e objetiva, para outro idioma, algo que recursos automáticos nem sempre são capazes de fazer. O inglês científico é uma das especialidades da Atlas: nossa equipe é composta por um falante nativo e por tradutores certificados. Entre em contato e conte com nossos serviços!

Referências

[1] INGLÊS ACADÊMICO: conheça a importância de publicar em outro idioma [Internet]. 2022 jan 20 [citado 21 jun 2026]. Disponível em: https://www.atlastraducoes.com.br/ingles-academico-a-importancia-de-publicar-em-outro-idioma/.

[2] Publish (in English) or perish: the effect on citation rate of using languages other than English in scientific publications [Ambio]. 2016 [citado 21 jun 2026]. DOI: https://doi.org/10.1007/s13280-016-0820-7.

[3] O que os novos resultados revelam sobre o futuro dos PPGs no Brasil? [Internet]. 2026 abr 15 [citado 21 jun 2026]. Disponível em: https://www.atlastraducoes.com.br/o-que-os-novos-resultados-revelam-sobre-o-futuro-dos-ppgs-no-brasil/.

[4] Machine translation vs. human translation: a linguistic analysis [Porta Universorum]. 2025 [citado 21 jun 2026]. DOI: https://doi.org/10.69760/vhrq8s76.

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