O peso da produção científica internacional na avaliação dos programas
A Avaliação Quadrienal 2021-2024 abrangeu aproximadamente 4.600 programas de pós-graduação stricto sensu em funcionamento no Brasil [4], sendo conduzida em 50 áreas de avaliação distintas [5]. O processo é realizado por comissões específicas para cada área, formadas por consultores que são pesquisadores com experiência comprovada em pesquisa e ensino na pós-graduação [6].
Entre os critérios gerais de avaliação, destacam-se os seguintes:
- produção científica de docentes e discentes: especialmente publicações em revistas com Qualis elevado;
- formação do corpo docente: qualificação e experiência dos professores permanentes;
- qualidade da formação dos alunos: desempenho discente e trabalhos de conclusão;
- impacto social do programa: relevância das pesquisas para a sociedade [6, 7].
Os resultados preliminares divulgados em janeiro de 2026 revelam dados significativos sobre a importância da produção científica internacional para a classificação dos programas:
- UFMG: 27,5% dos programas subiram de nota em relação ao quadriênio 2017-2020 [8] e 58% dos cursos de doutorado obtiveram notas 6 e 7 (excelência internacional) [8];
- USP: 56% dos programas acadêmicos com doutorado atingiram esse patamar, um aumento em relação aos 50% da avaliação anterior [4].
Novo modelo multidimensional e os critérios de excelência
O quadriênio 2021-2024 marcou a implementação do modelo de avaliação multidimensional, substituindo a abordagem anterior, baseada em nota única [5]. Inspirado no sistema europeu U-Multirank, mas com metodologia própria ajustada aos objetivos da CAPES, o novo modelo avalia os programas em cinco dimensões distintas [5]:
- ensino e aprendizagem: qualidade do ensino oferecido, métodos pedagógicos e formação discente;
- internacionalização: parcerias internacionais, mobilidade acadêmica e inserção global;
- produção de conhecimento: publicações, patentes e outros indicadores de pesquisa;
- inovação e transferência de conhecimento: capacidade de transformar conhecimento em inovação;
- impacto e relevância para a sociedade: contribuições concretas para questões sociais.
Cada dimensão recebe nota independente, permitindo análise mais detalhada e precisa do desempenho dos programas [5].
Para o ciclo 2025-2028, a CAPES aprovou mudanças significativas nos procedimentos avaliativos:
- novos procedimentos de classificação de artigos: substituição do Qualis Periódicos*;
- critérios de excelência específicos: critérios mais precisos para atribuição das notas 6 e 7;
- casos de destaque: valorização da interação dos programas com a sociedade;
- indicadores de inclusão e equidade: consideração de aspectos como licença-maternidade [9].
* Os novos procedimentos de classificação de artigos marcam uma mudança conceitual na avaliação da pós-graduação brasileira: o foco deixa de ser a classificação das revistas (Qualis Periódicos) e passa a recair sobre a qualidade e o impacto de cada artigo individualmente. A CAPES definiu três possibilidades de avaliação que poderão ser combinadas pelas áreas do conhecimento: uma que ainda considera indicadores bibliométricos do periódico, outra que integra métricas do próprio artigo (como citações e indicadores altimétricos) com critérios qualitativos da revista, e uma terceira baseada predominantemente na análise qualitativa da contribuição científica do trabalho. A proposta busca permitir uma avaliação mais precisa e contextualizada da produção científica [10].
Transforme a avaliação em oportunidade estratégica
A Avaliação Quadrienal 2021-2024 reforça que a produção científica qualificada é determinante para a consolidação e o avanço dos programas. A internacionalização, assim como outros fatores estratégicos – como aderência ao escopo das revistas, qualidade editorial e consistência científica –, compõem um conjunto de critérios que impactam diretamente a classificação.
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O workshop tem impacto direto nos seguintes critérios da CAPES:
- fortalecimento da internacionalização do programa;
- qualificação da produção científica;
- atendimento às exigências editoriais e demandas dos revisores;
- capacitação de toda a comunidade científica.
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