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O ano de 2026 traz mudanças estruturais no ecossistema científico. Tecnologias como inteligência artificial (IA) generativa e modelos específicos de domínio avançam rapidamente. Só em 2025, os investimentos em IA cresceram 80%, equiparando-se à adoção global de computação em nuvem [1]. Nesse cenário, novas revistas de alto impacto, como Nature Health e Nature Sensors, ampliam o espaço editorial para novas frentes de investigação a partir de 2026 [2]. Esses indicadores mostram um ponto de virada: a ciência entra em um ciclo de alta complexidade, maior rigor e oportunidades inéditas para pesquisadores que compreendem as transformações em curso.
A entrada em 2026 é marcada pela aceleração de tecnologias que reposicionam a própria prática científica. A medicina personalizada, por exemplo, avança em ritmo histórico: o custo do sequenciamento genético caiu de US$ 100 mil para cerca de US$ 2 mil em uma década, permitindo diagnósticos mais rápidos e tratamentos feitos sob medida, de acordo com as necessidades biológicas de cada pessoa [3]. Um exame de DNA pode indicar o melhor medicamento para um paciente ou apontar risco aumentado para doenças específicas. Ao mesmo tempo, a adoção de IA nas instituições cresce rapidamente, sinalizando que a pesquisa baseada em dados e automação tornou-se parte estrutural do ecossistema científico. A seguir, explicamos algumas dessas tendências científicas.
A grande tendência de 2026 na área de IA é o avanço dos modelos de linguagem criados para áreas específicas. Modelos de Linguagem Específicos de Domínio (DSLMs, do inglês Domain-Specific Language Models) são sistemas de IA treinados para atuar com alto desempenho em um campo ou setor específico, diferentemente dos modelos de uso geral, como ChatGPT ou Gemini, que tentam entender qualquer assunto. Em outras palavras, são modelos de linguagem ajustados para entender profundamente o vocabulário, os problemas, os formatos de dados, as regras e o contexto de uma área específica. Um DSLM biomédico, por exemplo, entende termos técnicos como “linhagem celular” ou “variantes patogênicas” sem confundir contextos. Por serem especializados, conseguem interpretar termos complexos com mais precisão e apoiar tarefas que exigem cuidado e rigor. Esse movimento deve transformar a rotina das equipes de pesquisa nos próximos anos, e as projeções indicam que 80% das organizações trabalharão com equipes formadas por humanos e IA até 2030 [4].
A crescente instabilidade global torna a colaboração entre pesquisadores ainda mais importante em 2026. O World Uncertainty Index — uma medida trimestral que quantifica a incerteza econômica e política global — chegou a 84 mil pontos, um aumento de 481% desde 2025 [1], mostrando que o cenário internacional está mais imprevisível e sujeito a riscos. Diante disso, universidades e centros de pesquisa estão fortalecendo parcerias e criando formas mais seguras de trocar informações, especialmente em projetos que dependem de muitos dados e envolvem equipes de diferentes países. Durante crises sanitárias, por exemplo, laboratórios de diferentes países precisam compartilhar dados quase em tempo real (como aconteceu durante a pandemia de COVID-19). Esse movimento incentiva a ciência aberta e o compartilhamento internacional de dados de forma protegida, garantindo que a produção científica continue mesmo em um ambiente global mais instável.
A governança federada de dados — ou seja, estruturas em que as informações não ficam concentradas em um único servidor e passam a ser protegidas por várias camadas de segurança — consolida-se como tendência central em 2026. Ela é impulsionada pela necessidade de descentralizar o controle da informação científica e aumentar a confiabilidade dos resultados. Projeções indicam que, até 2029, cerca de 75% das operações realizadas em infraestruturas externas serão protegidas por computação confidencial, garantindo sigilo e rastreabilidade durante o processamento de dados sensíveis [1, 4]. Esse modelo reduz riscos de violação, além de facilitar colaborações interinstitucionais e a integridade dos fluxos de dados em pesquisas que dependem de grandes volumes de informação distribuída.
A agenda científica de 2026 incorpora critérios ambientais como parte estruturante dos processos de pesquisa. As projeções indicam que soluções de green computing e eco-data centers devem crescer mais de 60% ao ano, impulsionadas pelo aumento do consumo energético de sistemas de IA e pela demanda por infraestruturas com menor pegada de carbono [1]. Além disso, políticas de neutralidade de carbono e rastreabilidade digital de insumos passam a influenciar diretamente o financiamento internacional, tornando a sustentabilidade e a compliance ambiental fatores determinantes para a continuidade de projetos e parcerias científicas.
A biotecnologia mantém um dos ritmos de expansão mais rápidos do ecossistema científico. Projeções mostram que tópicos emergentes em biomedicina podem crescer de 4 a 5 vezes em apenas cinco anos, especialmente quando impulsionados por novas tecnologias experimentais e computacionais [5]. Ferramentas como o CRISPR-GPT, uma IA criada por Stanford, facilitam a edição genética ao atuar como um parceiro de laboratório. O pesquisador descreve o que deseja fazer e a IA sugere caminhos, aponta riscos e ajuda a evitar erros, permitindo que terapias que levariam anos para serem desenvolvidas avancem muito mais rápido e com maior segurança [6]. Com a ferramenta, um estudante conseguiu, na primeira tentativa, projetar um experimento para desligar genes em células de câncer pulmonar – algo que normalmente exige meses de testes. Paralelamente, a queda drástica no custo do sequenciamento, de US$ 100 mil para cerca de US$ 2 mil em uma década, consolida a medicina personalizada como eixo dominante, permitindo diagnósticos precoces e tratamentos baseados em perfis biológicos específicos [3].
As tendências científicas projetadas para 2026 revelam um ecossistema em rápida transformação, no qual IA especializada, colaboração internacional, governança avançada de dados, sustentabilidade e biotecnologias de alta velocidade passam a orientar decisões estratégicas de pesquisa. O crescimento acelerado de áreas como inovação sustentável e a expansão de tecnologias biomédicas capazes de multiplicar a produção científica em poucos anos mostram que a ciência se torna, simultaneamente, mais complexa e mais interdependente. Nesse cenário, pesquisadores que compreendem essas dinâmicas emergentes e incorporam práticas tecnológicas e sustentáveis robustas ampliam sua capacidade de produzir impacto real, responder a novos critérios de avaliação e se posicionar com vantagem em ambientes científicos competitivos e globalizados.
Na Atlas, apoiamos pesquisadores que desejam transformar essas tendências em resultados concretos. Oferecemos curadoria de periódicos, revisão especializada, orientação estratégica de submissão e suporte completo para fortalecer a qualidade e o impacto da sua produção científica. Fale conosco e leve sua pesquisa ao próximo nível.
1. Jackson B. Tech Trends 2026. Infotech [Internet]. 2025 out 7 [citado 21 nov 2025]. Disponível em: https://www.infotech.com/research/ss/tech-trends-2026
2. Nature Portfolio expands to include Nature Health and Nature Sensors in 2026. Springer Nature [Internet]. 2025 maio 2 [citado 21 nov 2025]. Disponível em: https://group.springernature.com/gp/group/media/press-releases/nature-health-and-nature-sensors-announcement/27775448
3. Medicina personalizada: quais são os últimos avanços e previsões para o futuro. Afya Educação Médica [Internet]. 2024 nov 8 [citado 21 nov 2025]. Disponível em: https://educacaomedica.afya.com.br/blog/medicina-personalizada
4. Ngo P. Gartner’s Top Tech Trends 2026: Domain Specific Language Models is the rising star. Be Informed [Internet]. 2025 [citado 21 nov 2025]. Disponível em: https://www.beinformed.com/gartners-top-10-tech-trends-2026-domain-specific-language-models-is-the-rising-star/
5. Ofer D. Kaufman H, Linial M. What’s next? Forecasting scientific research trends. Heliyon [Internet]. 2024 Jan 15 [citado 21 nov 2025];10(1):e23781. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2405844023109893
6. AI-powered CRISPR promises faster gene therapies [Internet]. Stanford (CA): Stanford University; 2025 [citado 21 nov 2025]. Disponível em: https://news.stanford.edu/stories/2025/09/ai-crispr-gene-therapy

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