
Técnicas para ler como um cientista
Você lê um artigo científico do início ao fim, na ordem em que ele foi escrito? Talvez esteja fazendo isso errado. Descubra técnicas para ler com estratégia, como fazem os cientistas.
O assunto que nós vamos abordar hoje é chato, mas não deve ser evitado: a rejeição de artigos científicos. Obviamente, ninguém gosta de receber um “não”. No entanto, a partir da negativa, nós podemos aprender muitas coisas e amadurecer enquanto pesquisadores.
Sabe por quê? Ao submeter um artigo a uma revista científica, ele será julgado por, no mínimo, três pessoas: uma dupla de avaliadores e o editor do periódico.
Se após esse processo seu estudo for reprovado, é hora de colocar o ego na mala e fazer uma boa autoavaliação. De maneira alguma pense nisso como falta de capacidade. É muito provável que todos os cientistas colecionem uma série de “nãos” ao longo da carreira.
Ser reprovado não mede seu potencial e a boa notícia é que você pode evitar isso, não cometendo uma série de erros que vamos te contar logo mais.
Vamos descobrir quais são?
Após a submissão em um periódico, os artigos científicos passam pelo double blind review, também conhecido como “avaliação cega por pares”. Durante o processo, dois avaliadores farão uma análise anônima de seu paper.
O anonimato é uma ferramenta de confiabilidade, pois garante que todas as pesquisas recebam o mesmo tratamento. Por esse motivo, é imprescindível que você remova os dados de autoria durante essa etapa.
Após a análise criteriosa, os pareceres podem ser de aprovação ou de reprovação do artigo científico. Há ainda o parecer inconclusivo ou empate e, nesse caso, a opinião de outro avaliador pode ser solicitada.
Ah! A título de curiosidade, a maior parte dos avaliadores são colaboradores voluntários indicados ou convidados pela equipe editorial da revista.
O ponto fundamental para a aprovação ou a reprovação de artigos é a presença de rigor científico. A consistência da sua pesquisa será avaliada pelos critérios a seguir:
Em primeiro lugar, é preciso salientar que a cópia sem indicação de autoria é crime de roubo de propriedade intelectual.
Para descobrir se um estudo ou parte dele foi plagiado, é muito fácil. Existem diversas ferramentas, pagas e gratuitas, que permitem fazer uma varredura em busca de produções semelhantes.
Não se esqueça que aproveitar o próprio texto retirado de outros artigos é considerado autoplágio. Portanto, se for reaproveitar um excerto, faça a devida citação.
Para uma pesquisa ter valor científico, ela precisa:
É preciso que seu estudo agregue conhecimento e novas perspectivas, práticas ou abstratas, para seu campo epistemológico.
Uma pesquisa precisa ter como base autores da sua área de conhecimento. A fundamentação deve ser feita por meio de livros, coletâneas e outros artigos científicos. Materiais de apoio, como reportagens, vídeos, palestras e outros conteúdos podem ser utilizados, mas não devem ser as referências centrais.
As normas de formação acompanham os pesquisadores desde a graduação até a aposentadoria. Por isso, siga sempre à risca a ABNT ou a norma específica do periódico em questão.
Até que inventem outra forma de circulação científica, a escrita acadêmica é o grande meio de transportar suas ideias. Por esse motivo, a redação deve ser:
Fuja do coloquialismo e das palavras muito rebuscadas. Uma boa redação é simples, séria e de fácil compreensão.
Cada periódico possui um escopo que determina quais áreas e temáticas são aceitas. Por esse motivo, leia atentamente as diretrizes de publicação. A inadequação à proposta da revista leva à reprovação sumária do artigo científico, sem passar pela avaliação cega por pares
Um artigo repleto de erros de português, de digitação e de formatação indicam desleixo. Além de desagradável, torna-se um texto difícil de ser compreendido. Para te ajudar, leia esse post sobre revisão de textos acadêmicos.
O primeiro passo é não levar para o lado pessoal. Leia com atenção as considerações e ajuste seu texto antes de submeter novamente em outras revistas. É importante você esperar o call for papers das revistas ou enviar o artigo científico para aquelas que recebem submissões em fluxo contínuo.
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